O Alcorão deve ser restabelecido como a autoridade suprema e o árbitro final para orientar a vida dos crentes e a governança da comunidade. Há dois extremos: o tradicionalismo cego, que obscurece a mensagem divina através de interpretações históricas rígidas, e o modernismo secular, que tenta despojar o texto de sua sacralidade para tratá-lo apenas como um objeto intelectual.
A proposta central é retomar a essência da revelação como um guia vivo e dinâmico, capaz de oferecer soluções reais e transformadoras para os dilemas éticos, sociais e políticos que a humanidade enfrenta no mundo contemporâneo.
Para alcançar essa renovação, é de extrema importância seguir o "Método Profético", que se fundamenta nos pilares da justiça social, da consulta mútua (shura) e da excelência espiritual (ihsan).
Os companheiros do Rassulullah,que a paz esteja com ele, vivenciavam o Alcorão de forma direta e prática, focando na obediência aos comandos divinos em vez de debates puramente acadêmicos ou linguísticos. Assim, a nova geração de muçulmanos é incentivada a buscar um entendimento profundo que integre a fé com a razão, permitindo um esforço intelectual (ijtihad) que responda às necessidades atuais sem perder a conexão com a raiz sagrada.
A verdadeira submissão a Allah, O Altíssimo, exige que o Alcorão seja a fonte de onde emana todo o conhecimento e a norma pela qual se julga a história e o progresso. Ao analisar as obras de estudiosos do passado, deve-se reconhecer o seu valor contextual, mas sem permitir que suas opiniões humanas se tornem barreiras entre o crente e a Palavra Divina. O objetivo final é construir uma sociedade equilibrada e consciente, que utilize a sabedoria divina para promover a dignidade humana e desafiar as injustiças, mantendo o Alcorão como o critério absoluto para todas as esferas da existência.
Alcorão como o critério absoluto para todas as esferas da existência